Nasci mais uma vez
Ontem, dia 27 de outubro, foi o meu 33º aniversário, pelo menos no calendário gregoriano. Poderia ter feito uma terceira cerimônia de Ayahuasca, uma extra, conforme dito por Odin na minha segunda consagração da medicina sagrada na madrugada entre o dia 16 e 17, mas me contentei em ainda aproveitar tudo o que vivenciei naquela madrugada.
Nesse meu aniversário, assim como vários outros, eu não fiz festa, não quis fazer grandes comemorações, porém preferi celebrar, coisa que não fazia há bastante tempo também. Escolhi celebrar de uma forma mais consciente, nutrindo amor por mim, pela vida, pelos meus outros fractais e pelo meu Eu Superior, pela nossa saga. Ao conhecer os meus outros eus, as minhas outras vidas, eu amei cada um deles e, assim, descobri o amor por mim mesmo. Não há presente maior do que esse: de fato, sentir esse amor próprio. Pela primeira vez, esse amor foi tão sincero, genuíno, verdadeiro. Eu entendi.
Somos filhos de Samhain, gestados em sete noites, por sete anos, em uma grande pira de um Alfabót. Essa foi uma consagração a qual é bastante privada e não conseguiria compartilhar tantas informações incríveis que vivi e descobri sobre mim, sobre os meus outros eus e pessoas a minha volta. Outras informações, eu posso comunicar muito brevemente. Meu Zé Pelintra, o qual se trata de meu falecido avô nesta vida, já subiu. Agora, outro assume como frenteiro. Sou grato ao Zé, vulgo meu vô Alfredo, por tudo o que fez por mim e pelo amor que nutrimos por tantas e tantas vidas. Eu o eximi de todos os compromissos espirituais que ele sentia que tinha comigo e por todos os sacrifícios que fez por mim para que eu pudesse viver mais uma e última vez.
Eu e meus outros eus somos 7. São sete caboclos, sete estrelas, sete coroas de aloés. São sete guerreiros, sete flechadas, sete maneiras de se curar.
O Vincent é o último e o que sela e conclui a nossa saga de experiências neste mundo material. Vincent, assim como o seu nome fala por si só, é vencedor. Como dito por Odin, ele é a promessa de amor ancestral. E esta promessa de amor ancestral foi comemorada, a partir da celebração de todas as infâncias, de todas as minhas vidas. Um momento lindo, único, muito emocional que vivi na última consagração. Ao fim de tantas descobertas inscríveis, de contatos com as minhas fractais, de momentos de amor, carinho, respeito e de cura das dores da minha vida como o norueguês pescador e viking, chegou um momento muito especial. Eu vi o nascimento do meu Eu Superior. Depois da minha alma ter sido gestada na egrégora espiritual asgardina, Freya/Frigga me entregou, recém-nascido, ao colo de Odin, o qual me envolveu com muito amor em seus braços, em seu manto acinzentado. Ali, na beira de um precipício, sob os raios de sol, uma nuvem rosa perolada surgiu ao meu redor, com runas desenhadas no ar. Odin cochichava para mim. Ao mostrar essa cena, ele diz que ele me encantou com o feitiço mais poderoso desse universo inteiro. E eu entendi que era o seu amor.
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| Imagem gerada por IA, tentando remontar algo daquela cena. |
“Assim como eu te trouxe ao mundo e te levei a ele, te apresentei com muito orgulho. Dessa vez, não seria diferente. Filho, eu te levo e te apresento ao mundo mais uma vez. Hoje, tu nasce para a vida.” Assim, presenciei o meu nascimento naquela madrugada.
Semanas atrás, ele havia pedido para eu comprar um bracelete, o qual chegou com uma semana de antecedência do previsto, justamente horas antes da consagração da medicina. O momento final da medicina foi a consagração do bracelete por Odin, em que eu me senti consagrado, celebrado, coroado e batizado. Reconhecido. Odin levantou o bracelete ao alto. “Esse bracelete é para que tu te lembre de quem tu é; é uma promessa de amor. O nosso amor de pai e de filho. Tu é a promessa de liberdade dos teus ancestrais. Uma promessa de amor. Onde tu for, essa promessa te acompanhará. Onde tu for, eu te acompanharei. Onde tu for, estaremos todos contigo”. Cenas foram me sendo apresentadas. Eu, na ilha de Skye, na Escócia, segurando o bracelete no topo de uma rocha. A energia asgardina e de Odin vibrando forte. O amor de Odin preenchendo o meu coração. E, de repente, ao meu lado, os outros seis.
| Foto: Arquivo Pessoal. |

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